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23/06/2006

O cuidados diários do cão

A higiene diária

Existem vários meios muito simples para conferir a integridade dos diferentes órgãos externos e conservá-la.

A trufa Deve estar úmida e fresca em todos os momentos do dia. Pode ocorrer, no entanto, que se resseque quando o cão está dormindo; deve voltara umidificar-se quando ele acordar. Não existe nenhum cuidado especial: qualquer presença de crostas, rachaduras ou corrimentos importantes ou mucopurulentos é indicadora de afecções que deverão ser examinadas pelo veterinário.

A cavidade bucal Os lábios devem estar limpos e relativamente herméticos. Conforme a raça, podem ser caídos ou não. Deve-se observar portanto o surgimento de arranhões ou vermelhões (especialmente no pastor alemão, de pele frágil) Os dentes devem ser brancos e possuir um mínimo de tártaro possível. Os cães raramente cooperam quando se trata de manusear sua boca; convém acostumar o filhote a esse gesto. As gengivas devem ser cor-de-rosa: qualquer banda vermelha na borda dos dentes é patológica e revela uma inflamação dolorosa que pode causar uma diminuição do apetite do cão, pois este não consegue mais apanhar os alimentos, nem trincá-los. Daí a necessidade de limpar os dentes, o que pode ser feito de várias maneiras. A mais eficiente é o uso de uma escova de dente e pasta dental desenhadas especialmente para o cão; a escovação dever ser realizada várias vezes por semana. Existem comprimidos apetecedores que liberam princípios ativos quando o cão trinca: esses produtos são interessantes para aqueles cães que não toleram a escovação. E existe também a possibilidade de dar para o cão objetos feitos com pele de búfalo ou com cartilagem: essa "goma de mascar" natural freia a formação de tártaro graças à sua ação mecânica sobre os dentes quando o cão está mastigando. Chega um momento, entretanto, em que esses métodos deixam de ser eficientes: somente a remoção do tártaro e a implementação de um tratamento antibiótico pelo veterinário consiguirão jugular a infecção nascente e o incômodo provocado por um tártaro abundante.

Os olhos O olho deve brilhar, estar úmido e as mucosas, cor-de-rosa. Nenhum corrimento deve ser observado no canto interno do olho. É perfeitamente possível limpar os olhos do cão, todos os dias, com uma solução ocular. Para isso, é preciso levantar a cabeça do cão, abrir a pálpebra superior e introduzir uma pequena quantidade da mesma dentro do olho. O excedente que escorrer será recuperado por meio de uma compressa. Duas precauções a serem tomadas: para não assustar o cão, deve-se aproximar o frasco desde atrás. Cuidado com a data de vencimento da solução utilizada, bem como o prazo de conservação: com efeito, essas soluções contaminam-se facilmente e, com isso, perdem sua eficácia.

As orelhas Existem dois tipos de orelha no cão: as caídas e as eretas. As orelhas caídas devem ser examinadas com uma freqüência maior, pois o fechamento do conduto auditivo externo pelo pavilhão impede a boa ventilação do conduto. A natureza dos pêlos na orelha (longos, enrolados, curtos...)também tem a sua importância. O conduto auditivo externo deve, pois, estar limpo e não pode haver presença de pêlos. A limpeza das orelhas deve ser feita com regularidade. Para as orelhas pendentes, pode ser feita uma a duas vezes por semana, contra uma vez a cada quinze dias para as orelhas eretas. Para isso, deve-se utilizar uma solução adaptada às orelhas do cão. O preconceito é o seguinte: introduz-se a ponta do intilador no conduto (não há perigo de perfuração da membrana timpânica devido à forma em "I" do conduto), instila-se algumas gotas do produto, retira-se o instilador, massageia-se a base da orelha durante 30 segundos e seca-se o conduto com um pedaço de algodão ou com uma compressa sem deixá-los penetrar. Os cães com pêlo longo costumam ter pêlos nos ouvidos, o que na maioria das vezes impede a correta eliminação do cerume. Nesse caso deverão ser depilados.

Os órgãos genitais e o ânus Um exame regular dos órgãos genitais e do ânus permite conferir se estão limpos: qualquer presença de corrimento deve ser controlada por um veterinário. O ânus deve estar limpo e não apresentar vetígios de diarréia.

As unhas Existem dois tipos de unhas no cão: as dos ergôs e dos dedos. Seu crescimento é contínuo e a atividade normal do cão deve poder garantir a abrasão das unhas dos dedos. Em não se assim (as unhas ressoam quando o cão caminha), devem ser cortadas por meio de um corta-unhas. É preciso, no entanto, preservar a integridade dos vasos sangüíneos presentes em sua base: unhas claras revelam, por transparência, um triângulo cor-de-rosa. Reconhece-se esses vasos pelas marcas que eles deixam abaixo das unhas pretas. Em ambos os casos, deve-se cortar abaixo das marcas. Ocasionalmente, o cão poderá sangrar e será necessário, pois, aplicar água oxigenada ou um lápis hemostático. Um pequeno curativo deixado por uma hora protegerá a ferida. A técnica é a mesma para os ergôs. Estes costumam estar recobertos por pêlos e não devem ser esquecidos, pois, se encararem, tornam-se dolorososs e procovam feridas

Fonte: Enciclopédia Cão Royal Canin

Data: Segunda-feira, 06 de Janeiro de 2003

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