23/06/2006
Desenvolvimento do Filhote
O crescimento dos filhotes é permitido pela construção e pela maturação de vários tecidos.
Esses tecidos de natureza diferente não se elaboram todos ao mesmo tempo nem à mesma velocidade, o que explica a variação das necessidades alimentares dos filhotes tanto no plano qualitativo quanto quantitativo. Poderíamos comparar o desenvolvimento físico a uma construção. Esta começa por um projeto (o sistema nervoso) e prossegue pela instalação de máquinas (o esqueleto).
Para fazer funcionar essas ferramentas, serão então necessários operários (os músculos) que irão reivindicar em seguida uma proteção social (a gordura).
Esta imagem, demasiado simplista visto que estas etapas são naturalmente progressivas e simultâneas, apresenta contudo o interesse de sublinhar os riscos associados a cada estágio de maturação do filhote.
Ilustra em especial:
- a insuficiência de reserva energética no filhote ao nascimento visto que a gordura só se deposita tardiamente e que ela representa a principal forma de armazenamento da energia. O filhote só pode constar com as suas fracas reservas em glicogênio (fígado e músculos), que cobrem as necessidades de umas doze horas depois do nascimento e ficará portanto dependente das condições térmicas exteriores até ao aparecimento do reflexo do calafrio (depois do 6º dia), o aparecimento do tecido adiposo (final da terceira semana) e dos mecanismos de regulação térmica.
-a variação das necessidades alimentares de uma raça a outra e, para um mesmo indivíduo, durante as diferentes fases do seu desenvolvimento. Com efeito, a composição do corpo evolui durante o crescimento no sentido de uma diminuição do seu teor em água e em proteínas em favor de um aumento de gorduras e de minerais.
A obesidade, que ameaça as raças pequenas de forma muito mais precoce do que as grandes.
A maioria dos clubes de raças dispõem de gráficos de crescimento médios dos machos e das fêmeas que permitem verificar o desenvolvimento ponderal de um filhote do seu nascimento até à idade adulta. Conforme a raça , o peso de um filhote pode variar de 70 a 700 gramas ao nascimento. Depois de uma perda de peso fisiológica que não deve exceder 10% no primeiro dia, o peso dos filhotes aumenta normalmente muito rapidamente de 5 a 10% por dia durante as primeiras semanas. Uma pesagem quotidiana dos filhotes a hora fixa permite controlar o seu crescimento. Os filhotes de raças grandes, que multiplicam o seu peso por 100 para atingir a idade adulta, merecem uma atenção e uma vigilância bem especiais.
De forma geral, um filhote que não ganha peso durante dois dias consecutivos deve ser especialmente vigiado. Deve-se rapidamente procurar a origem de qualquer atraso de crescimento. Pode com efeito estar ligado à mãe, se o conjunto da ninhada apresenta problemas (leite insuficiente ou tóxico), ou a fatores individuais se apenas alguns filhotes apresentam esse atraso (fenda palatina, competição alimentar).
A escuta de gemidos, a observação das mamadas e do comportamento materno, a apreciação da vitalidade, da temperatura retal e do estado de hidratação dos filhotes também representam outros parâmetros a controlar regularmente durante este período em que a morbidade e a mortalidade podem aparecer muito brutalmente.
Fonte: Enciclopédia Cão Royal Canin
Data: Quinta-feira, 29 de Maio de 2003
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